Como criar um link com UTM em 3 passos
- Cole o link de destino. É a página onde a pessoa deve chegar. Se o link já tiver UTMs, de uma campanha antiga ou de um link que alguém te mandou, e os campos ainda estiverem vazios, o gerador lê os valores e passa para os campos. Por isso ele também serve para decifrar um link com UTM. Os outros parâmetros do endereço ficam exatamente como estão.
- Escolha um modelo e dê nome à campanha. O modelo preenche origem e mídia com valores que o GA4 reconhece. A campanha é sempre sua: nenhum modelo sobrescreve o nome que você digitou. Termo e conteúdo são opcionais, mas é o conteúdo que separa um criativo do outro na hora de descobrir o que vendeu.
- Confira o canal e copie. O selo mostra em que canal do GA4 o link deve cair, e os pontos de atenção apontam o que vai dar problema no relatório antes de o link ir para o ar. Copie o link completo ou, se for colar numa plataforma de anúncios, só os parâmetros.
Tudo acontece no seu navegador, e os últimos 20 links copiados ficam guardados só nele.
O que são parâmetros UTM e para que serve cada um
UTM é um conjunto de parâmetros que você pendura no fim de um link para dizer de onde veio a visita. Quem lê é a ferramenta instalada na página, seja o GA4, seja o Supreme, e ela grava esses valores junto com a visita. Sem UTM, sobra o referenciador (o endereço de onde a pessoa veio), que não diz qual campanha, qual anúncio ou qual e-mail trouxe a pessoa.
São cinco parâmetros:
| Parâmetro | O que responde | Exemplo | Neste gerador |
|---|---|---|---|
utm_source |
Quem mandou o tráfego | facebook, google, newsletter |
obrigatório |
utm_medium |
Como ele chegou: pago, orgânico, e-mail | paid_social, cpc, email |
obrigatório |
utm_campaign |
Qual ação ou oferta | lancamento_maio_2026 |
obrigatório |
utm_term |
Palavra-chave ou público | {keyword}, publico_frio |
opcional |
utm_content |
Qual anúncio, criativo ou link | {{ad.id}}, botao_topo |
opcional |
Para o GA4, origem e mídia são o que decide o canal. O construtor do próprio Google marca as duas como obrigatórias e pede um nome ou um ID de campanha. Aqui a campanha também é obrigatória, porque é por ela que você vai filtrar depois.
Existe ainda o utm_id, que liga a visita a dados de custo importados. O gerador não mexe nele: se o destino já tiver um, ele fica, e você recebe um aviso.
O gerador também cuida de dois detalhes: usa sempre a mesma ordem (source, medium, campaign, term, content) e codifica espaço como %20, a forma que Meta, Google Ads e GA4 usam nos próprios exemplos.
Em que canal do GA4 o seu link vai cair
A UTM não tem um campo "canal". O GA4 calcula o canal a partir da origem, da mídia e, em dois casos, do nome da campanha, passando por uma lista de regras em ordem. A primeira regra que bate decide. Duas peças fazem quase todo o trabalho:
- A mídia paga. Conta como paga qualquer mídia que contenha
cp(cpc, cpm, cpa), que sejappcouretargeting, ou que comece compaid. - A lista de origens. O Google publica uma lista com 819 origens classificadas como social, busca, vídeo ou shopping.
facebook,fb,instagram,ig,whatsappetiktoksão social.googleebingsão busca.youtubeé vídeo.
Juntando as duas: origem social com mídia paga dá Paid Social. Origem de busca com mídia paga dá Paid Search. Mídia paga com uma origem que não está em lista nenhuma dá Paid Other. Na prática:
| utm_source | utm_medium | Canal no GA4 |
|---|---|---|
facebook |
paid_social |
Paid Social |
meta |
paid_social |
Paid Other |
google |
cpc |
Paid Search |
tiktok |
paid_social |
Paid Social |
youtube |
cpc |
Paid Video |
instagram |
social |
Organic Social |
youtube |
video |
Organic Video |
newsletter |
email |
|
newsletter |
newsletter |
Unassigned |
partner |
affiliate |
Affiliates |
partner |
affiliates |
Unassigned |
telegram |
message |
Unassigned |
A armadilha do meta
A empresa se chama Meta e o Gerenciador de Anúncios é da Meta, então muita gente, e o padrão que muita ferramenta ensina, usa utm_source=meta. Só que meta não está na lista de origens sociais do Google. Com paid_social, o link cai em Paid Other, e o investimento em Facebook e Instagram some do canal Paid Social justamente no relatório que você mostra para o cliente. O mesmo acontece com insta, kwai, threads e x, e com msg e an, que o {{site_source_name}} da Meta devolve para cliques do Messenger e da Audience Network. Use facebook ou instagram.
Maiúsculas: o que quebra de verdade
Você já deve ter lido que maiúscula na UTM "quebra o GA4". É meia verdade. As regras de canal não diferenciam maiúsculas: Facebook com Paid_Social cai em Paid Social do mesmo jeito. O que quebra são os relatórios. Nas dimensões de origem, mídia e campanha, Facebook e facebook viram duas linhas, e a soma que você procura fica espalhada. Por isso o gerador começa em minúsculas, que é o padrão que o próprio Google recomenda.
O nome da campanha também muda o canal
Duas palavras no nome da campanha passam na frente da origem. Uma campanha que contém cross-network vai para o canal Cross-network. Uma que contém shopping, ou shop em nomes como black_shop e eshop_x, vai para Paid Shopping ou Organic Shopping, conforme a mídia. workshop escapa por um detalhe da regra.
O selo do gerador faz exatamente essa conta, e é uma estimativa: a lista publicada é de 2023, a regra social pode reconhecer variações fora dela, e propriedades com grupo de canais personalizado seguem as próprias regras.
Padrão de nomenclatura de UTM para o time inteiro
UTM bagunçada não dá erro. Ela só vai empilhando linha duplicada até ninguém mais confiar no relatório. Um padrão curto resolve, desde que todo mundo use o mesmo:
- Tudo minúsculo, sem acento e sem espaço.
lancamento_maio, nãoLançamento Maio. Acento vira%C3%A7no link e espaço vira%20. Funciona, mas separa linhas quando alguém digita diferente. O modo snake_case do gerador faz a limpeza sozinho. - Um separador só.
_ou-, escolha um.black_fridayeblack-fridaysão campanhas diferentes para qualquer relatório. - Origem da lista do Google.
facebook,instagram,google,youtube,tiktok. Nada demeta,instaoufacebook_ads. - Mídia de uma lista fechada.
cpcpara busca paga,paid_socialpara social pago,socialpara orgânico,email,affiliate,referral,video. Seis ou sete valores, escritos num lugar que o time consulta. - Campanha que diz o quê e quando.
curso_x_lancamento_2026_05se explica sozinha daqui a seis meses.campanha1não. - Conteúdo que identifica a peça.
story_dia_1,botao_topo,{{ad.id}}. É ele que responde qual criativo vendeu. - Nada de
|,#,&ou?nos valores. São caracteres com função na URL. O gerador codifica, mas o nome fica ilegível e ferramentas que dividem o valor por|se perdem.
Sobre o padrão nome|id: é comum juntar nome e ID com barra vertical, tipo {{campaign.name}}|{{campaign.id}}. O ID tem lugar melhor. O da campanha vai no utm_id; o do anúncio vai sozinho no utm_content. Juntar os dois num valor só atrapalha qualquer ferramenta que precise de um ou de outro, e o Supreme é uma delas: o cruzamento de venda com anúncio da Meta precisa do id (ou do nome, com a atribuição em Nome do anúncio) sozinho no campo.
UTM por canal: Meta, Google, TikTok, Instagram, WhatsApp e mais
UTM no Meta Ads: parâmetros dinâmicos
No Meta Ads (Facebook e Instagram), não monte um link por anúncio. Use os parâmetros dinâmicos: a Meta troca cada {{...}} pelo valor real no momento do clique. O padrão que funciona no GA4 e no Supreme:
utm_source=facebook&utm_medium=paid_social&utm_campaign={{campaign.name}}&utm_term={{adset.name}}&utm_content={{ad.id}}
Onde colar: no nível do anúncio, em Rastreamento → Parâmetros de URL, sem o ? do começo. No campo do site fica só o endereço da página. Se o link já tiver a mesma chave, o valor da Meta prevalece.
Três detalhes que custam caro. {{campaign.name}} grava o nome da primeira publicação: renomeou depois, o valor continua o antigo. Chave simples ({campaign.name}) ou com espaço dentro não é reconhecida e chega escrita no relatório. E a Meta pede que nenhum parâmetro fique vazio.
Deixe a mídia fixa. Com {{adset.name}} no utm_medium, o canal passa a depender do nome do conjunto: publico_frio vira Organic Social, e LAL_CPA vira Paid Social só porque contém cp. Quer separar Facebook de Instagram? utm_source={{site_source_name}} devolve fb ou ig, que estão na lista, mas também msg, an e th, que não estão e caem em Paid Other.
Se você usa o Supreme com o Meta Ads conectado, o {{ad.id}} sozinho no utm_content cruza cada venda com o anúncio. Esse é o modo padrão; o {{ad.name}} também serve quando a atribuição do Meta Ads no Console está em Nome do anúncio. O passo a passo está em Conecte o Meta Ads ao seu Node.
UTM no Google Ads e ValueTrack
Com o auto-tagging do Google Ads ligado, cada clique leva um gclid e, por padrão, o GA4 usa os dados dele no lugar das UTMs. Para o GA4, a UTM vira quase decorativa; ela continua valendo para outras ferramentas que leem a URL, como o Supreme.
Se for usar, o lugar é o Sufixo de URL final, que pode ficar na conta, na campanha, no grupo de anúncios ou no anúncio, com parâmetros ValueTrack como {keyword} e {creative}, que o Google troca pelo valor real no clique:
utm_source=google&utm_medium=cpc&utm_campaign=marca_sp&utm_term={keyword}&utm_content={creative}
O Google não tem parâmetro dinâmico para o nome da campanha, então a campanha vai digitada. Se precisar do ID dela, {campaignid} existe, e o lugar dele é o utm_id. O {keyword} volta vazio em Performance Max, anúncios dinâmicos de pesquisa e AI Max. E nunca cole um gclid de um clique seu dentro de um link fixo: o GA4 passa a usar o auto-tagging no lugar das suas UTMs.
TikTok Ads
O TikTok usa macros no formato __NOME__:
utm_source=tiktok&utm_medium=paid_social&utm_campaign=__CAMPAIGN_NAME__&utm_term=__AID_NAME__&utm_content=__CID__
A pegadinha está nos nomes: __AID__ é o grupo de anúncios e __CID__ é o criativo. O próprio TikTok sugere o utm_term para o nome do grupo. Cole em Detalhes do anúncio → URL de destino → Editar → Parâmetros de URL. E evite # no destino: o TikTok descarta tudo o que vem depois dele.
O preenchimento automático do TikTok usa TikTok / Paid: o canal sai certo (Paid Social), mas a maiúscula separa essas visitas das que chegam com tiktok.
Instagram: bio e Stories
Tráfego orgânico do Instagram com UTM: instagram / social, que dá Organic Social. O que faz diferença é o utm_content: um valor para o link da bio, outro para cada Story (story_lancamento_dia_1), outro para cada destaque. É isso que separa "veio do Instagram" de "veio do Story de terça". Se a bio aponta para uma página de links, coloque UTM em cada link dessa página também.
UTM no WhatsApp
Aqui mora uma confusão comum. A UTM funciona no link que você envia pelo WhatsApp e que abre o seu site: lista de transmissão, grupo, status. Use whatsapp / social (o whatsapp está na lista social do Google) e diferencie as mensagens pelo utm_content.
Já a UTM num link wa.me, o que abre uma conversa, não chega a lugar nenhum: o WhatsApp só lê o número e o texto da mensagem. Anúncio de clique para o WhatsApp é outro caso: ele leva o próprio identificador de clique até a conversa, sem UTM. Se você quer a origem registrada no seu site antes da conversa, passe antes por uma página sua que tenha o botão do WhatsApp.
newsletter / email dá Email. A regra do GA4 é exata: origem ou mídia precisa ser email, e-mail, e_mail ou e mail. newsletter / newsletter cai em Unassigned. Use a campanha para a edição (news_2026_09_24) e o conteúdo para o link (botao_topo, link_rodape).
YouTube
youtube / video dá Organic Video. Para anúncio pago no YouTube, youtube / cpc dá Paid Video. Use o utm_content para dizer onde está o link: descrição, comentário fixado, card.
Afiliados e parceiros
affiliate, no singular, é a mídia que leva ao canal Affiliates. affiliates, no plural, cai em Unassigned. Na origem, use o nome do parceiro (parceiro_joao) para saber quem vendeu. Em infoproduto há um detalhe a mais: na Kiwify, o afiliado não consegue colocar parâmetro na página de vendas, só src no link do checkout, e a Hotmart trabalha com sck e src. É o pulo para o checkout que decide se a origem chega até a venda.
8 erros que jogam a venda em Direto, Unassigned ou no canal errado
metana origem. O link cai em Paid Other em vez de Paid Social. Não é Unassigned, mas some do canal onde você vai procurar.- Mídia inventada.
trafego,message,newsletter,affiliates. Se a origem também não estiver na lista do Google, a visita vai para Unassigned. - Parâmetro dinâmico na mídia. Com
{{adset.name}}emutm_medium, o canal muda conforme o nome do conjunto: Organic Social para uns, Paid Social para outros. - UTM em link interno. Um banner da home com UTM apontando para a página de oferta dá à visita uma origem nova no meio do caminho, e a real, o anúncio ou o e-mail que trouxe a pessoa, se perde.
- Redirect que descarta a query string. Encurtador, domínio antigo redirecionando para o novo, página intermediária. A UTM morre antes de a página carregar, e o que sobra para classificar a visita é o referenciador, quando ele existe.
- UTM depois do
#. Emsite.com/#oferta?utm_source=..., tudo depois do#é fragmento. UTM no fragmento é um motivo clássico de UTM que não aparece no GA4. O gerador sempre coloca as UTMs antes do#. - Destino
wa.me. O WhatsApp só lê o número e o texto. A UTM não chega a lugar nenhum. - Checkout em outro domínio sem passar a origem adiante. A visita tem UTM, a compra acontece na Hotmart ou na Kiwify, e a ligação entre as duas se perde no pulo. É o erro que pega justamente a venda.
E um que não muda canal, mas bagunça tudo: maiúsculas misturadas, que fazem Facebook e facebook virarem linhas separadas.
O que acontece com a UTM depois do clique
A UTM só existe na URL da primeira página que a pessoa abre. Quem lê esses valores é o que estiver instalado ali: o GA4, o pixel, o Supreme. A plataforma de checkout só enxerga o que chegar no link dela. Entre o clique e a venda, três coisas apagam a origem com frequência: o redirect que descarta a query string, o checkout em outro domínio e o comprador que volta dias depois digitando o endereço.
Um ponto a favor da UTM: na navegação privada, e em links abertos pelo Mail e pelo Mensagens, o Safari remove parâmetros de rastreamento conhecidos antes de abrir a página. A Apple não publica a lista, mas dá o parâmetro de campanha como exemplo do que é mantido; o que pode sumir é o ID de clique. Fora desses casos, as fontes divergem.
O que o Supreme faz com ela
O Supreme é uma infraestrutura de tracking que roda na sua hospedagem: o Node (o servidor de tracking) fica no seu servidor e o Console lê direto dele. A parte que importa aqui:
- Guarda as UTMs da entrada na sessão de cada visitante, no seu servidor.
- Segura a origem de quem volta: quem volta direto, no mesmo navegador, em até 7 dias depois de clicar num link com UTM herda a origem desse último clique.
- Classifica o canal sozinho (Meta Ads, Google Ads, e-mail, social orgânico, afiliados), sem se importar com maiúsculas.
- Liga a venda à visita: a venda que chega pela Hotmart, pela Kiwify ou pela Yampi é ligada à visita e às UTMs de quem comprou, quando o link do checkout sai da sua página. Com a integração da Hotmart ou da Kiwify ativa, as UTMs da página seguem junto para o link do checkout; valores só com números ficam de fora desse link.
- Mostra o caminho: no Console você vê a origem de cada evento, de cada sessão e da jornada do visitante.
E o que ele não faz: se um redirect apagou a UTM antes de a página carregar, não há o que ler. Nenhuma ferramenta recupera um dado que não chegou.
Para começar, o Supreme precisa estar na página que recebe o clique: é o Loader. Se quiser ver onde as UTMs entram no formato de evento do Supreme, está em O payload canônico de evento.